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Incentivados pelos pais, alunos da Escolinha buscam um lugar ao sol

 

Campo banhado e lama não são obstáculo para quem quer ir longe. Com sol ou chuva os meninos da Escolinha de Futebol da AABB Cuiabá esbanjam entusiasmo neste início de temporada. Ontem (03/02) o dia amanhaceu molhado, mas teve quem se deu muito bem no jogo, comandado pelo Professor Gonçalo.  Foi o caso do lateral Alex Henrique, que fez seis gols sob o olhar satisfeito da mamãe coruja, a senhora Denise Maria de Oliveira. 

 

Segundo Denise, desde que veio para a Escolinha da AABB o garoto de 14 anos se transformou. "Ele mudou muito de comportamento, o sonho dele é ser jogador de futebol", disse ela, complementando que fez um bom investimento ao matriculá-lo na instituição. "Devia ter feito isso antes".

 

 

 

Alcançar o futebol profissional e cair nas graças da fama é um sonho compartilhado por todos aqui. Eles sabem, entretanto, que para chegar lá não basta ser bom de bola. Tem ser persistente na busca do objetivo, aprender e treinar muito. Para alguns, pelo menos, uma hora ou outra a chance aparece, como aconteceu com um zagueiro da Escolinha, que neste mês de fevereiro vai fazer um teste no Londrina, do Paraná, podendo ser o início de uma brilhante carreira.

 

Trata-se do Gabriel, 15 anos de idade e estatura de 1m78. Conforme Gonçalo, este cuiabano tem perfil e foi o escolhido para avaliação num clube de futebol, a exemplo do que aconteceu no ano passado com o Mateus, também aluno da Escolinha. "A gente tem que se preparar com raça e mostrar o que sabe fazer, não é verdade? Estou acreditando muito e vou procurar mostrar o que sei fazer. Comecei a jogar aos 8 anos de idade, incentivado por um tio, e hoje estou aqui na categoria de base da AABB, onde os professores são rocha e ensinam muito bem", disse Gabriel, destacando que dará tudo de si para agarrar a oportunidade e ser bem sucedido. 

 

 

 Da esquerda para direita, Heitor, Brener e Maradona.

 

 

Entre os alunos mais jovens o entusiasmo é o mesmo, e a competitividade está no ar. Maradona, Brener e Heitor estudam juntos na Escolinha, jogam e se divertem. Dois deles compartilham até mesmo a paixão pelo Vasco da Gama, mas no campo é disputa de verdade e cada um procura se sobressair como pode, treinando o tempo todo quando não estão na Escola. O flamenguista Brener, por exemplo, diz que passa as manhãs até a hora do almoço chutando bola na parede, em treinamento. É aluno da Escolinha há 3 temporadas e acha que precisa se empenhar mais porque os coleguinhas dele também jogam muito bem.

 

Para o Maradona, é preciso ser perseverante e manter o foco. Ele diz que quer se consagrar como atacante. Claro, com um nome desses ninguém duvida do guri. Já o Heitor diz que gosta de jogar como meia direita mas o técnico costuma escalá-lo para jogar como lateral direita, posição esta em que ele também diz que é bom. "A gente tem que estar preparado para as oportunidades", diz o garoto, já entonando o discurso dos jogadores adultos do futebol profissional. 

 

Tudo isso acontece na Escolinha da AABB Cuiabá, onde os atletas jogam embalados pelo olhar atento de uma torcida muito especial, que são os pais, parentes e amigos. Cleber Wilson e Lidiane não perdem de vista o filho deles, João Gabriel, de 8 anos. O rapaz é alto e se destaca entre os colegas pela motivação. "Ele está gostando muito de frequentar a Escolinha. Foi por isso que o trouxemos para cá, para que ele desenvolva o potencial dele fazendo o que gosta de fazer", disseram os pais.

 

 

 

Entre os expectadores no último sábado também estava o associado Marcelo Marrafão, pai do Bruno. Segundo ele, o filho está acima do peso e precisa melhorar o condicionamento físico. "Como ele gosta muito de esporte, este é o lugar certo, pois está aliando o útil ao agradável, junto com amigos", disse Marcelo.

 

Maralise Vieira trouxe o filho dela para a Escolinha pela primeira vez e também se diz muito satisfeita. O garoto, Júlio Vitor, teve a segunda aula de futebol, mas estava tão entusiasmado que mal quis parar para bater uma foto com a mãe dele. E pelo uniforme que usava é outro torcedor cruzmaltino.

 

O aluno Daniel, de 7 anos, veio para a aula acompanhado da irmã, Brunna Belmonte. Segundo ela, o garoto já jogava bola no Colégio, mas a Escolinha da AABB é a melhor opção para ele, pela proximidade da Associação com o bairro onde moram. Além disso, conforme Brunna, a Escolinha tem ótima referência, e ela já conhecia a instituição porque já fez academia na AABB.

 

 

 

 

 

 

 

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